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Ao perceber o que estava acontecendo, cão Labrador pula em cima de menininha e evita o pior

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em Adestramento

Para muitas crianças, um cachorro é um amigo para brincar e dar carinho. Mas para Raelynn, uma garotinha com diabetes tipo 1, sua cachorrinha é também um anjo da guarda.

Spy, uma labradora amarela treinada como cão de alerta médico, tem uma missão essencial. Ela monitora os níveis de glicose da garotinha e avisa antes que algo grave aconteça.

O diabetes tipo 1 é uma condição autoimune que impede o corpo de produzir insulina, o que pode levar a grandes flutuações nos níveis de açúcar no sangue.

Segundo a médica Azka Afzal, quando a glicose atinge níveis extremamente baixos, a pessoa pode apresentar sintomas como tremores, tontura, suor excessivo, visão turva e até convulsões. Se não houver tratamento imediato, pode ser fatal.

Mas antes mesmo que o aparelho de monitoramento de glicose apite, a garotinha já fica sabendo que algo está errado.

Isso porque Spy, com seu olfato incrível, consegue detectar as alterações químicas no organismo de Raelynn e reage instantaneamente.

Quando percebe que algo está errado, Spy pula sobre a menina para avisá-la e garante que ela tome a ação necessária.

E como uma boa funcionária, Spy também recebe suas recompensas!

Depois de cada alerta bem-sucedido, a cadela ganha petiscos, carinho e muito amor da família.

“Um anjo disfarçado”

Nas redes sociais, a família de Raelynn compartilha vários momentos do dia a dia com Spy. Em uma dessas ocasiões, enquanto estavam em uma loja, a cadela correu até Raelynn e deu o aviso.

Ao conferir seu monitor de glicose, a menina percebeu que os níveis estavam caindo rápido.

Graças ao alerta de Spy, ela teve tempo de comer um doce e estabilizar sua condição antes que o episódio se agravasse.

“Essa labradora amarela é um anjo disfarçado”, escreveu a mãe das meninas.

Como os cães são treinados para essa missão?

O nariz de um cachorro é capaz de detectar odores em concentrações incrivelmente pequenas.

No caso dos cães de alerta médico, eles são treinados para identificar a mudança no cheiro da saliva, do suor e da pele de uma pessoa quando sua glicose está muito alta ou muito baixa.

Segundo a Dra. Azka Afzal, o treinamento, que pode durar meses ou até anos, envolve o uso de reforço positivo.

Os cães aprendem a associar um determinado cheiro com a necessidade de emitir um alerta, que pode ser um toque com a pata, um empurrão com o focinho ou até mesmo latidos insistentes.

Cada dupla tutor-cão define qual será a melhor forma de comunicação.

Depois que o cão passa pelo treinamento, ele e seu humano precisam treinar juntos por algumas semanas para garantir que ambos estejam preparados para atuar em equipe.

Os estudos mostram que os cães de alerta médico são eficazes em aproximadamente 70% dos episódios de hipoglicemia.

Isso é especialmente importante para pessoas que não sentem os sintomas da hipoglicemia, uma condição chamada de "inconsciência da hipoglicemia", que pode ser ainda mais perigosa por impedir que o indivíduo perceba a queda nos níveis de açúcar.

Redatora.